domingo, 14 de dezembro de 2008

O dia em que eu sonhei.

E eis que chegou o tão esperado dia.
Saiu de casa, não sem antes conferir a disposição dos fios de seu cabelo e a roupa "da moda" no espelho.
Queria impressionar... Carecia impressioná-la.
Carecia ou padecia! Não eram muitas as suas alternativas.
Caminhava pelas ruas e avenidas com a graça de uma girafa; sabia-se grandioso ... ou a grandiosidade do momento idealizado nas noites de insônia era suficiente para engrandecer qualquer formiga.
Certo era, que a cada passo sentia-se mais fora de si; e no segundo seguinte a roupa (escolhida com tamanho esmero para ocasião) já não lhe parecia adequada... e queria brigar com o vento: "Ora, vá! Pare de desalinhar meu penteado!"
E logo percebia, num fio de lucidez, quão estúpida soaria a frase.
Decidiu não se importar tanto com a aparência.
De certo que ela não atentaria demasiadamente pra isto... e no mais, expressava-se bem, tinha um certo charme na maneira de jogar os cabelos (desalinhados mesmo!) e em último desespero, não seria má jogada valer-se dos sentimentos do passado vivo.
Enfim... os pés o levaram ao lugar marcado.
Não havia ninguém e num ímpeto de mau agouro pensou na desistência! Só pensou... as pernas não lhe obedeciam mais.
Depois de eternos 10 minutos observando as criações humanas mais pífias, deteve seu olhar ao horizonte multicolorido que se aproximava.
A silhueta perfeita desenhada discretamente sob aquela "roupa de moda" (talvez ela também se preocupara com o visual) deixava qualquer orador sem fala.
Andava lentamente, como que a saborear o chão sob os pés... e saboreava! Tinha vida em cada centímetro de seu esguio corpo.
Ele ali... estarrecido, embasbacado: como ela pôde se mostar tão bela? Não bastavam as lembranças que ele possuía?
Os olhos encontraram-se.
Ele tremeu (por dentro! por fora,era uma rocha.), ela (docemente) sorriu.
E estava feito.
E cumprimentaram-se.
E sentaram lado a lado apaixonados pela situação.
Pela imagem refletida em cada pupila.
Ela fazia-se dona de uma delicadeza que jamais poderá ser descrita pela língua humana. Ele, fazia-se dela. E desfazia-se por ela, cada vez mais inteiro.
E tudo era sinfonia... olhos, mãos, dedos, sorrisos, palavras... Não. Não haviam palavras naquele diálogo. Eram inúteis. Tudo o que precisava ser dito era entregue pelos sinais que os livros não ensinam e que todos aprendem... lá pela aurora dos doze, treze anos.
Era amor. E mais que isso: era amor puro... sem as metidas letras sequenciais para lhe arrancar o sacrosanto do instante.
Eram um do outro desde sempre.
Ele respirou aliviado.
Ela, respirou segura.

E as coisas a serem ditas continuaram no silêncio.
Mas é um silêncio diferente.
O silêncio perfeito da mudez que se compreende... facilmente.

3 comentários:

mlubre disse...

É o que eu penso ser? hehehe

Juízo

=*

Te adoro! =)

mlubre disse...

Não tinha visto o seu recado no msn antes, quando fiz o prmieiro comentário. Mas era o que eu pensava ser! hehehehe

Você finalmente conseguiu dormir e sonhar? hehehehe

Achei lindo

Beijos

Te adoro!

Maisa disse...

Amaaaaaaaaaaada


te adoro!

:D

=**