domingo, 3 de maio de 2009

Ai, ai... =)

Ela percebeu que estava
Já na porta do elevador
Se recusou a continuar
Deu meia volta no corredor

Decidiu que não iria mais
Nem na rua da desilusão
Fez desse fato um ritual
Pra abrir outra porta do coração

Dói assim
Um amor que vem, outro amor que vai
Ai ai ai ai ai
Pode ser a primeira vez
Ou última vez
Ai ai ai ai ai

Em algum lugar da boemia
Ele ali imaginou uma canção
Ao enxergar ela passar
Bebeu outro gole de ilusão

Feito um milagre naquele momento
Ele se cansou de olhar pro chão
Se recusou a lamentar
E abriu outra porta do coração

Dói assim, dói assim...
Ai ai ai ai ai.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O dia em que o Cupido atingiu Duda.

Duda estuda, ri, conversa, pisca, joga e toca violão.
Duda é legal, é descolada, inteligente, conta até piada,
Fala de dólar e inflação.

Duda queria ser arquiteta, médica, atriz, juíza e publicitária,
Duda gosta mesmo é de multidão.
Mas no dia em que o Cupido atingiu Duda,
Pobre menina...
Coitadinha... tão inteligente e saiu do chão!

Antes de tal evento, pra encontrar Duda bastava ter razão.
Agora, pra qualquer visita, desafie a gravidade ou não rola não!

Depois que o anjo levado atingiu Duda,
Ela flutua, dança e vive nos casos hilários da sua imaginação,
Ela até respira, ri e pisca,
Mas é por um único coração.

A Duda anda abobalhada, feliz e quase sem noção,
Nadando em palavras estranhas pra’s quais ninguém consegue tradução.
Andam dizendo que tá apaixonada,
A expressão dela é muito engraçada... digna de uma bela ilusão.
E para os curiosos ela mandou recado:
“Me deixem em paz com meu pecado, que pro mundo racional, eu não sei se volto, não.”

domingo, 19 de abril de 2009

Ao meu melhor amor.





Pelo céu da minha boca brilham as estrelas dos seus beijos.
A cadência das palavras que você me culpa por exagerar,
Abrem as portas do nosso caminho assim como o quebra-gelos abre caminho pelo mar.
Dorme com minha camisa essa noite,
Eu sei o quanto meu cheiro te faz bem,
Abstrai de mim, assim pra ti, essa idéia de querer alguém.
Eu tenho a disposição de poucos pra essas coisas de amor,
Porque nas posições de louco, desde sempre eu sou vencedor.
E cá entre nós, na frase do bem-me-quer é preciso mais que umas belas razões.
Se solta aqui em mim, que eu te ensino o lance dessas emoções.
Dentro de tudo que cabe em ti, até que eu me encaixo muito bem.
É só você sorrir, morder o lábio e dizer: “vem”.
Banco o inconseqüente, aposto até os dentes
E se a sorte não estiver comigo, faço figa pela gente,
Nos sinto existindo até o Sol nascer.
Eu tiro a poeira da Lua, escalo os muros até chegar à tua rua,
Faço pétalas choverem aos seus pés,
E aqueles farrapos da blusa podem ser nossos anéis.
Flutuo na janela pra te desejar uma noite boa,
Sussurro ao vento uma porção de frases à toa,
Que me transportem ao porte merecedor dos sonhos teus,
Atravesso os sete oceanos, de megafone na mão e a plenos pulmões gritando,
Balbuciando as loucas alegrias desse amor primordial,
“Salve, salve, aviso aos navegantes, de todos o mais importante:
- essa parte é pessoal-.


Sim, sim.
Foto do dia do porre de Coca Cola.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Desejos daquela madrugada.

Você me molha com o gosto desse desejo
Envolve-me com a lábia desses lábios fatais
Me prende e aperta entre as pernas mais quentes
Me beija e obriga a querer sempre mais

Eu invado teu corpo com a ânsia de um louco
Dono de uma força hiper voraz
Te parto e me espalho, entre suor e saliva
Preparo os ouvidos para os teus sedentos “ais”

Seguimos dançando entre fronhas e panos
Seduções irreais
Posições mais estranhas, é só pele e sua cama
Parece pequena demais

Pra tamanho desespero que me toma inteiro
E me põe de joelhos
Entre seus joelhos ou mais
E somos bocas e braços, beijos e laços
Quem é quem, tanto faz

Sorrimos do alívio, enganchados pelo amor
Pulmões cheios de paz

E é questão de segundos
No arder do respirar
Recomeçamos a busca
Por um êxtase a mais.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Nosso cotidiano descomunal.





A minha casa é onde fincam teus pés
A minha cama é onde dormem teus olhos
A minha sala é onde o controle da sua TV está
O meu banheiro é onde sua toalha se estende

Minha saudade vem das formas do seu rosto
E a minha voz só é a minha aos seus ouvidos
Só sou dono do meu corpo quando nele o teu encosto
Só reconheço os beijos meus quando estão em sua boca

Meu riso só tem som de felicidade em tua companhia
Meus livros enfileirados na sua estante
Meus instantes, irmãos dos nossos momentos
Minhas manias carecem das suas implicâncias

Minha angústia só me possui na tua ausência
Minha presença é certeza de te encontrar
Meus fatos nascem casualmente nos teus atos
Até minhas inconseqüências precisam te precisar

Minha camisa só não te veste melhor que eu
Enquanto minhas mãos te caem como luvas
Meu amor é o roteiro que esse teu jeito escreveu
Minha vida segue mesmo entrelaçando a sua.

segunda-feira, 30 de março de 2009

"Vá ás favas, vá plantar batata!"

Ora bolas, não me amola, não me enfarta
Não me telefone, não me mande carta
Ora bolas, vá às favas, vá plantar batata
Desembaça, desencana, desentorta
Não me desacata
Eu não tenho sangue de barata
Eu não tenho suingue de mulata
Eu só sei fazer conta exata
Dane-se quem vier me destratar

Esse amor não ata nem desata
Não ata e nem desata
Não ata e nem desata não

Pelas flores que me deste fico grata
Pelas horas de conversa
De lorota e de cascata
Juro pela Bíblia e pelo Mahabarata
Nunca mais te ver a partir desta data
Faça bom proveito do seu coração de lata
Como o sol minh'alma continua intacta

Esse amor não ata nem desata
Não ata e nem desata
Não ata e nem desata não

sexta-feira, 27 de março de 2009

"Palavras, apenas palavras..." Serão?

As coisas que eu escrevo são só as coisas que eu escrevo.
Nem um ponto final a mais.
As coisas que você pensa a respeito, mesmo quando não lhe dou o direito,
Confesso, não são deixadas pra trás.

A agonia dos que sabem muito é uma lacuna no mundo real.
A bobeira admirável dos que fingem que nada sabem é agonia igual.
Nas entrelinhas desse meu caderno imaginário, preguiçoso demais pra existir,
Eu ensaio a brincadeira ingênua de quem não sabe mentir.

A pretensão de possuir seus olhos e atenção,
Permite que me demore mais que um bocado postergando a intenção,
Que se ainda fosse possível, seria demasiado incrível
Pra um só coração.

Despeço-me então, alegremente, por ter feito toda gente
Imaginar-se dona dessa canção;
E mais que sinceramente, diria cuidadosamente,
De bem, de corpo, de alma e de mente: aceita minha doação.